Como Fazer Laudo de Estanqueidade de Gás (NBR 15526)

Teste técnico em redes de GLP e Gás Natural com pressurização por nitrogênio, conforme NBR 15526:2012, aceito por Comgás, Ultragaz, Liquigás e Corpo de Bombeiros.

Teste técnico em redes de GLP e Gás Natural com pressurização por nitrogênio, conforme NBR 15526:2012, aceito por Comgás, Ultragaz, Liquigás e Corpo de Bombeiros.

Neste guia, a equipe técnica da Cruzeiro Engenharia — 36 anos de experiência e mais de 5.000 projetos entregues em São Paulo, Campinas e todo o estado — explica como realizar o serviço de Laudo de Estanqueidade de Gás de forma técnica, conforme a legislação vigente, evitando retrabalho e problemas com os órgãos fiscalizadores.

Quem precisa deste serviço

  • Edifícios residenciais e comerciais com rede de gás canalizado
  • Condomínios após manutenção ou troca de medidores
  • Restaurantes, padarias e cozinhas industriais
  • Hotéis, hospitais e estabelecimentos de saúde
  • Postos de combustíveis com GLP veicular
  • Indústrias com fornos e caldeiras a gás
  • Novas instalações antes da habilitação pela concessionária
  • Edificações que requerem renovação do AVCB

Base normativa

  • NBR 15526:2012 (redes de distribuição interna para gases combustíveis em instalações residenciais)
  • NBR 13523 (centrais de GLP)
  • NBR 14570 (instalações em postos)
  • Portaria Inmetro nº 30/2014 e Resolução ANP nº 47/2008
  • IT-28 CBPMESP, NR-20 (inflamáveis e combustíveis)
  • Lei Federal nº 13.589/2018 (PMOC) e regulamentações Comgás/Naturgy/Sulgás

O que compõe o serviço

Ensaio normativo conforme NBR 15526:2012

Pressurização da rede com nitrogênio (gás inerte) seguindo rigorosamente os critérios da NBR 15526:2012, com manômetros calibrados RBC classe 0,5 e tempo de monitoramento conforme volume da rede.

Detecção de vazamentos

Localização precisa de pontos de fuga por método de bolhas (solução tensoativa), ultrassom acústico e detector eletrônico de gás combustível em todas as conexões e válvulas.

Inspeção visual completa

Vistoria de tubulações aparentes, registros, reguladores de pressão, abrigos de medidores, ventilação permanente do recinto da central de gás conforme NBR 13523.

Verificação de pressão de operação

Comparação da pressão atual contra a pressão de projeto, identificação de trechos com pressão fora do especificado e revisão dos parâmetros do regulador.

Laudo técnico com ART CREA

Documento técnico com registro fotográfico georreferenciado, identificação de não conformidades, plano de adequação e parecer conclusivo de aceitação.

Suporte técnico pós-laudo

Acompanhamento na apresentação à concessionária, vistoria do Corpo de Bombeiros e auditorias internas de SST, com follow-up de 90 dias após emissão.

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Perguntas Frequentes

A NBR 15526:2012 — Redes de distribuição interna para gases combustíveis em instalações residenciais, requer o ensaio de estanqueidade em três momentos: (1) ao final da execução de uma nova instalação, antes da liberação para uso; (2) sempre que a rede sofrer modificação, ampliação ou substituição de qualquer componente; (3) periodicamente em instalações existentes, conforme prazo definido pela concessionária local — Comgás exige a cada 5 anos para redes prediais coletivas e a cada 2 anos para postos com GLP veicular. Adicionalmente, a IT-28 do CBPMESP condiciona a renovação do AVCB à apresentação do laudo dentro da validade. Cozinhas industriais regidas pela RDC ANVISA nº 216/2004 também devem manter o laudo atualizado para fins de licença sanitária.

A NBR 15526 determina o uso de gás inerte (preferencialmente nitrogênio ou ar comprimido seco) por três razões técnicas críticas: (1) segurança — testar com gás combustível em pressão elevada gera risco severo de explosão se houver vazamento; (2) precisão da medição — o gás natural e o GLP têm comportamento variável de pressão conforme temperatura, dificultando o diagnóstico; (3) limpeza da rede — a pressurização com nitrogênio também remove resíduos de fluxo de solda e umidade, preparando a tubulação para receber gás. O nitrogênio industrial usado tem pureza mínima de 99,9% e é fornecido em cilindros de alta pressão (200 bar) com regulador de duplo estágio para controle preciso da pressão de teste.

Para redes de baixa pressão (até 5 kPa), a NBR 15526:2012 estabelece pressão de teste de 20 kPa por no mínimo 15 minutos sem queda de pressão detectável. Para redes de média pressão (5 a 150 kPa), o teste é feito a 1,5 vezes a pressão de operação por 30 minutos. Em redes de alta pressão ou volumes acima de 100 m³, o tempo se estende a 24 horas. A leitura é feita com manômetros classe 0,5 ou superior, com escala que comporte no máximo 2x a pressão de teste para garantir resolução adequada. A concessionária Comgás exige adicionalmente que o teste seja precedido de 30 minutos de estabilização térmica, já que variação de 1°C altera a leitura em aproximadamente 0,4 kPa.

Apenas engenheiro mecânico, civil ou químico com registro ativo no CREA e atribuição em instalações de gás combustível pode assinar o laudo de estanqueidade. A Resolução nº 218/1973 do Confea define as atribuições profissionais e a Decisão Normativa nº 102/2014 reforça que instalações de gás de qualquer pressão são atividades privativas. O profissional deve emitir ART específica para o serviço (ART de inspeção, vistoria ou laudo), recolher a taxa correspondente e anexar o comprovante ao laudo. Profissionais sem essa atribuição (como técnicos em refrigeração ou eletricistas) não têm respaldo legal para assinar e o laudo será recusado pela Comgás, pelo CBPMESP e pela Vigilância Sanitária.

Os dois ensaios verificam objetivos distintos. O teste hidrostático (NBR 15526 anexo B) é feito antes da rede entrar em operação, com água sob pressão até 2x a pressão de operação, e visa comprovar a resistência mecânica da tubulação contra ruptura. Já o teste de estanqueidade é feito com gás inerte em pressão menor e visa detectar vazamentos microscópicos em conexões, válvulas e roscas que não comprometeriam a resistência mas permitiriam fuga de gás durante a operação. Em redes novas, ambos são obrigatórios e sequenciais — primeiro hidrostático, depois purga e secagem, depois estanqueidade. Em redes existentes, apenas o de estanqueidade é repetido periodicamente, salvo quando há indício de avaria estrutural.

As reprovações mais comuns são: (1) queda de pressão acima do limite normativo durante o tempo de monitoramento — indica vazamento que precisa ser localizado por bolhas/ultrassom e corrigido com troca de conexão, reaperto ou nova solda; (2) ausência ou avaria de ventilação cruzada no abrigo de medidores conforme NBR 13523 — exige instalação de venezianas inferiores e superiores; (3) registros de bloqueio inacessíveis ou inoperantes — substituição obrigatória; (4) tubulação aparente em material inadequado (PVC, alumínio comum) — substituição por cobre, aço carbono galvanizado ou multicamadas certificadas; (5) regulador de pressão sem certificado Inmetro vigente — troca por modelo certificado. Após qualquer correção, o teste deve ser refeito integralmente e novo laudo emitido.

Para edificação residencial unifamiliar a inspeção é executada em 2 a 4 horas e o laudo entregue em até 5 dias úteis. Para condomínio residencial de até 50 unidades, o trabalho de campo leva 1 dia inteiro com 2 técnicos e o laudo é emitido em 7 a 10 dias. Para edifícios comerciais ou industriais com rede extensa, cozinhas profissionais ou postos de GLP veicular, o cronograma envolve 2 a 4 dias de campo e 15 a 20 dias para emissão do laudo final. Em situações de urgência (laudo necessário para liberação de AVCB), oferecemos atendimento expresso com priorização e emissão em até 72 horas, mediante taxa adicional de urgência.

Os valores variam conforme o porte da instalação. Para residência unifamiliar com até 5 pontos de consumo, o investimento parte de R$ 1.200 incluindo ART e nitrogênio. Para condomínio residencial, o cálculo é por unidade autônoma testada (em torno de R$ 250 a R$ 400 por apartamento, com mínimo de R$ 3.500 por contrato). Para cozinha industrial, restaurante ou padaria, valores entre R$ 2.500 e R$ 5.000 conforme número de equipamentos e extensão da rede. Postos com GLP veicular: R$ 6.000 a R$ 12.000. Indústrias com fornos, caldeiras ou redes acima de 200 metros lineares são orçadas sob medida. Solicite orçamento detalhado pelo WhatsApp informando endereço, número de pontos de consumo e finalidade do laudo.

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